A menina de moletom pink

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Lá vem ela toda faceira no seu moletom Pink, cabelinhos crespos ao vento, e a galope rumo à charrete estacionada com seu cavalo branco, bem ao nosso lado. Olhou para o cavalo que não olhou para ela, pois de tão velho cochilava em pé. E também não olhou para mim que de olhos bem abertos já aguardava o cavaleiro para nos guiar em um passeio pelos campos do Hotel Fazenda Capetinga.

De olhinhos arregalados ela ficou quando disse: “agora vou de charrete” e eu, mais que depressa, puxando minha amiga e olhando para a garotinha, lhe disse: “agora somos nós. Já estamos na fila há muito…!” Nem fila tinha, mas verdade seja dita, estávamos ali, realmente, aguardando o cavaleiro que voltava de uma cavalgada com a mesma menina de moletom Pink. Naquele momento só queríamos voltar ao nosso tempo de criança, no tempo dela, pobrezinha… que ficou a nos olhar alojadas confortavelmente nas almofadas verdes da charrete.

E lá fomos nós, felizes como crianças e sem olhar para trás e nem para a menina a quem restou, de braços cruzados, mirar a estrada, a charrete e nós. Não é que foi bom, diferente e divertido? Seguimos na charrete estrada afora e eu, naquele instante, voltei aos velhos tempos de mim.

junho/2016

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