
Lá vem ela toda faceira no seu moletom Pink, cabelinhos crespos ao vento, e a galope rumo à charrete estacionada com seu cavalo branco, bem ao nosso lado. Olhou para o cavalo que não olhou para ela, pois de tão velho cochilava em pé. E também não olhou para mim que de olhos bem abertos já aguardava o cavaleiro para nos guiar em um passeio pelos campos do Hotel Fazenda Capetinga.
De olhinhos arregalados ela ficou quando disse: “agora vou de charrete” e eu, mais que depressa, puxando minha amiga e olhando para a garotinha, lhe disse: “agora somos nós. Já estamos na fila há muito…!” Nem fila tinha, mas verdade seja dita, estávamos ali, realmente, aguardando o cavaleiro que voltava de uma cavalgada com a mesma menina de moletom Pink. Naquele momento só queríamos voltar ao nosso tempo de criança, no tempo dela, pobrezinha… que ficou a nos olhar alojadas confortavelmente nas almofadas verdes da charrete.
E lá fomos nós, felizes como crianças e sem olhar para trás e nem para a menina a quem restou, de braços cruzados, mirar a estrada, a charrete e nós. Não é que foi bom, diferente e divertido? Seguimos na charrete estrada afora e eu, naquele instante, voltei aos velhos tempos de mim.
junho/2016
Ah, essa eu amei!! KKKKK
Muito legal aquele passeio de charrete!
Amei!!
Saudade!!!
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Oi Cida, saudades daquele dia! Como rimos de nós duas e daquele cavalo velhinho, devagar, quase parando. Foi muito bom! Quase publiquei a nossa foto rsrsrs.
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Parabéns, comadre! A riqueza de detalhes com que escreves nos faz passear juntas.
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Oi comadre, precisava estar lá vendo o marido da Cida tocar o cavalo velhinho e o Geraldo fotografando! Como rimos e nos divertimos naquele passeio.
E minha narração é idêntica ao que aconteceu. Bjs.
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Realmente, muito bom aqueles dias no Hotel Fazenda Capetinga. Até eu andei de charrete!
Parabéns, Cleusa! Você escreve muito bem.
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