Certo homem entrou em um vilarejo e procurou o mestre ancião e sábio do local. O visitante disse: “Estou resolvendo se devo ou não mudar para cá. Tenho a curiosidade de saber como é a vizinhança. O senhor pode me falar a respeito das pessoas que moram aqui?” O mestre respondeu pedindo ao homem: “Descreva-me o tipo de pessoas que moravam no lugar de onde você vem.” O visitante disse: “Oh, eram assaltantes, trapaceiros e mentirosos.” O velho mestre então declarou: “Imagine só. As pessoas que moram aqui são exatamente iguais.” O visitante deixou o lugarejo e nunca mais voltou.
Meia hora depois, outro homem chegou à aldeia, procurou o mestre sábio e lhe disse: “Estou pensando em mudar para cá. O senhor pode me descrever como são as pessoas que moram aqui?” Uma vez mais o mestre disse: “Diga-me que tipo de pessoas moravam no seu lugar de origem?” O viajante respondeu: “Oh, eram extremamente bondosas, delicadas, compassivas e amorosas. Vou sentir uma enorme saudade delas!” O mestre então declarou: “As pessoas que moram aqui são exatamente assim”.
Essa história nos faz lembrar de que as características que vemos com mais clareza nos outros existem fortemente em nós mesmos. Ninguém possui apenas qualidades positivas, e nem somos defeituosos por possuirmos atributos negativos.



