
Já sabemos que a forma como está regulamentada a adoção no brasil simplesmente não funciona. A burocracia é tanta que, durante anos e anos crianças e adolescentes são mantidos em Instituições, verdadeiros depósitos, enquanto amargam a rejeição de serem reinseridos na família biológica ou numa família que os queira adotar.
Quando finalmente são disponibilizadas para adoção, tornam-se inacessíveis. Ninguém tem acesso a eles, nem quem está habilitado a adotá-los. As crianças crescem e se tornam inadotáveis. Expressão feia, mas ninguém as quer. Chegam ao abrigo bebês e saem quando atingem a maioridade sem qualquer preparo para viver em sociedade.
A quem responsabilizar pelo negligente abandono a que submete o seguimento mais vulnerável da sociedade: crianças e adolescentes sem pais, sem família? Ninguém os cuida como merecem e nem é dada a eles a chance de ter uma família para chamar de sua.
Bibliografia:
DIAS, Maria Berenice. Filhos do afeto