
Nesta era marcada pelo individualismo somos cada vez menos competentes para nos relacionar e sermos felizes na simplicidade.
Já dizia o sociólogo Simmel que “o homem moderno vive em busca de dinheiro para ser feliz”. E Freud dizia que, “o indivíduo não pode ser feliz na civilização moderna. Mesmo com todo progresso, o homem não se tornou mais feliz do que era antes da modernidade”.
Se refletirmos sobre tanta modernidade estaremos renunciando ao simples. E, se nosso propósito de vida é buscar a realização dentro da exagerada modernidade, estaremos, a cada dia, renunciando à própria felicidade.
Em pleno século XXI temos a impressão de que a vida melhorou, mas o mal-estar entre as pessoas não desapareceu. Pelo contrário, ganhou outras formas, como guerra, fome, sequestro, assassinato, doenças psíquicas – estas causadas pela insegurança, pela falta de perspectivas de quem está sem ocupação, de quem está à margem. Aí se instalam o medo, a doença, o pânico, a depressão, sem falar nas mídias sociais, espaço propício ao desenvolvimento do individualismo que coloca uns contra os outros.
Vale lembrar o quanto a família se fragmentou nesses tempos modernos, tornando seus laços frágeis ante mudanças e exigências do mundo atual. A família não é mais aquela onde reinava a amizade, o aconchego, onde todos estavam mais próximos uns dos outros.
Será que o excesso de individualismo é um dos motivos de tanto mal-estar e desencantamento entre as pessoas? Será que o individualismo faz parte da essência do homem?
As pessoas precisam voltar a sentir que há algo maior pelo qual possam viver que não seja somente a cultura do “eu”, do narcisismo. Pensar no individualismo bom, como uma força que impulsiona para a vitória, que injeta ânimo e dá uma visão mais humana da vida. Individualismo que valoriza o ser humano e não apenas a satisfação pessoal.
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