
A chuva caía naquela tarde com muita vontade. Ventos fortes quebravam árvores e pedras rolavam com uma intensidade maior que a enxurrada. E ela, no meio da estrada, insistia em correr, correr e correr, quase voava como se em busca de algo muito urgente. Mas, qual o quê! Ela só queria sentir a leveza e bravura da chuva misturadas ao vento. Corria em busca do nada, simplesmente para sentir a natureza brava e mansa ao mesmo tempo, porque, no seu espírito havia leveza e também bravura, havia entrega e havia cansaço. Corria, quem sabe, em busca de calmaria em contraponto ao que via e ouvia ao seu redor.