
Lá fora a vida passa.
Folhas caem, pessoas conversam pelas ruas, carros se atrapalham no trânsito e ela, a espiar da janela, tudo observa sentindo ao mesmo tempo a fragrância do vento em seu rosto. E logo pensa: isso é a vida, a roda viva da vida. Vê crianças a brincar pela calçada, mas, é um idoso a caminhar calmamente pela rua que lhe chama a tenção, pelo passo calmo e o semblante tranquilo, pensando, quem sabe, em sua linda e ida juventude, ou como não, agradecendo pelo sol do meio dia a lhe aquecer os cabelos e a alma com seus raios cheios de vida!
Ela novamente pensa: a inteligência emocional daquele senhor, em seus mais de oitenta anos, certamente se sobrepôs à sua idade. Seu rosto radiante e seu caminhar tranquilo, claramente passam essa mensagem de que, a inteligência emocional é que tira a todos de situações não tão queridas, insustentáveis talvez.
Nesse tempo na janela, ela nem percebe que o sol nasceu e se pôs mais uma vez. Não que ela estivesse desatenta, matando o tempo. Ela estava apenas vivendo uma pausa e sendo atenciosa com a vida.