A família e o alcoólatra

família e o alcoótatra

Tristeza… esperança… inocência… Como saber? Inocência talvez seja o olhar de uma criança ao ver de tão perto o estado de embriaguez em seu pai, sua mãe ou em um ente querido, tão próximo e tão longe ao mesmo tempo, considerando o estrago que uma dependência química pode acarretar em um indivíduo e consequentemente em toda sua família.

Falo um pouco, neste post, do uso abusivo do álcool – coisa que a criança nem sabe o que é, mas sente.

Aquele que busca o álcool é sempre impulsionado pela busca do prazer imediato, pela simples curiosidade ou talvez para permanecer em um grupo de amigos e se autoafirmar perante eles que, do álcool já são dependentes. Contudo, é preciso conhecer e acreditar no risco de se tornar um dependente a cada gole, uma vez que a exposição repetida a essa droga facilita o desenvolvimento da dependência.

Instalada a dependência, já não se pode mensurar o sofrimento dos filhos – crianças principalmente – ou adolescentes que convivem com algum parente alcoólatra. E é notório que elas estão mais sujeitas a problemas emocionais do que crianças não expostas à convivência com alcoólatras. Laços afetivos e até conjugais se desfazem todos os dias devido aos traumas, medos e embates que se prolongam por anos a fio, dentro de uma relação, devido ao uso abusivo do álcool.

Fato é que, uma dependência química adoece física, psíquica e socialmente o indivíduo dependente, e adoece emocionalmente toda sua família. Muitas dessas famílias sucumbem quando um de seus membros é alcoólatra, principalmente quando este não se ajuda e nem se deixa ajudar, passando em branco por oportunidades que o convida a se recriar, a se refazer, a se curar. Violência familiar, infidelidade conjugal e doenças derivadas do álcool são algumas das consequências negativas do uso abusivo dessa droga. Comprovado está, que grande parte do setor de ortopedia dos hospitais é ocupada por acidentados alcoolizados, todos os dias, e mesmo assim, a família muitas vezes se vê impotente ante um dependente químico em seu meio. No entanto, ainda é na família o lugar onde são assegurados o afeto, o amor e o acompanhamento junto ao tratamento quando se é preciso.

O ideal é que todos soubessem usar, com grande moderação, a droga do álcool, e não como refúgio para tristezas, decepções e desânimos que supostamente serão amenizados pelo seu uso. Que o hábito não vá além de uma tacinha junto às refeições e que essas refeições sejam pausa que se faz para o que há de melhor: uma boa convivência em família!

 

Deixe um comentário