
No mundo moderno de hoje a tecnologia aproxima todas as pessoas – isso é fato e muito bom. Fato também é o ciclo da vida, ciclo querido e esperado pelos filhos, sofrido e temido pelos pais, ou seja, o momento em que os filhos crescem, partem e deixam seus ninhos. Alçam voos seja para estudar, trabalhar, construir sua família ou simplesmente viajar, conhecer o mundo.
Tendo um filho ou vários, partirá um, partirá o outro e depois o outro, tornando a vida dos pais, por vezes, sofrida com aquela sensação de perda. Para muitos pais é isso mesmo que acontece. Vivem este ciclo de forma dramática, chegando mesmo a pensar que perderam seus filhos para sempre, o que não é verdade se refletirem que filhos nascem e crescem para o mundo. Melhor seria pensar que seus filhos cresceram e sonham, e sonham acordados. Que partiram, mas à procura de novas experiências. Que eles observam e desafiam. Que olham com profundidade e não apenas para a superfície, que querem voar e que não querem voos rasantes. São voos necessários.
Que mães e pais saibam preparar seus filhos para esse voo rumo à independência física e emocional. Que mães abram suas asas e deixem seus filhos partirem e experimentarem o mundo lá fora, para que cresçam e se tornem plenos e realizados. Isso é amor! Amem seus filhos e os deixem livres – claro que, aconselhando-os e ajudando-os quando necessário e nunca restringindo-os em suas escolhas.
Uma coisa é certa: o desapego é necessário. Pais que criaram seus filhos e não sabem lidar com o seu crescimento, não aceitam, sua partida, vão sofrer. Aqui entra a coragem de aprender a amar à distância, compreender que os filhos crescem e que cada um é único, que não podemos tomar decisões por eles e que somente eles poderão aprender com suas escolhas, seus erros, seus acertos.