
Vento que sopra, brisa que afaga, chuva fina que cai. E ela, insistentemente em uma esteira, busca moldar suas curvas, seus pensamentos e fortalecer o seu coração enquanto o marcador acelera. Seus pequenos pés correm e correm incansáveis numa louca aflição para acompanhar o marcador.
As canções envolventes de Simon and Garfunkel, um pouco lentas para o momento, parecendo não querer ver o seu cansaço, fazem parte deste cenário saudável.
É assim que ela encerra suas tardes transpiradas e inspiradas, do 8ª andar de seu apartamento, onde aprecia toda a movimentação da rua onde mora. Encanta-se com o corre-corre dos que voltam do trabalho com passos tão apressados quanto os dela, mas que não têm o prazer nem a graça sentidos por ela, na amiga e companheira esteira.